Durante a história da tatuagem algumas formas de seu uso criaram uma conotação negativa por algum tempo, pois foi utilizada para marcar prisioneiros e escravos do Império Romano para que estes não fossem confundidos com os súditos mais afortunados; e em 787 foi relacionada ao demônio e proibida pelo Papa Adriano.

Por muito tempo as tatuagens foram associadas a marinheiros e isso se justifica com a história do navegador James Cook, que em 1769 fez uma expedição à Polinésia onde descobriu que os habitantes de lá tinham a tradição de marcar o corpo com tinta.

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Os marinheiros ingleses adotaram e difundiram a prática entre eles e pelo mundo. Em suas tatuagens eram feitas reproduções de feras do mar, caveiras e embarcações. Devido ao fato do baixo poder aquisitivo desses marinheiros a tatuagem se tornou algo popular nos guetos, prostíbulos e tavernas, que eram locais frequentados pela chamada ‘escória’ da sociedade o que agravou a visão negativa de se tatuar.

Na segunda metade do século 20 a tatuagem recebeu um tom contestatório e se tornou sinônimo de ousadia e rebeldia dos jovens. Atualmente adquiriu um caráter suave e delicado, ampliando o seu consumo em todas as áreas da sociedade, e se tornando expressão da subjetividade de cada um.
A tatuagem no Brasil

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No Brasil a tatuagem tem história relacionada com a cultura indígena, levando em conta que várias tribos faziam e ainda fazem uso de desenhos pelo corpo, como os Waujás (habitantes do Parque Indígena do Xingu) e Kadiwéus (habitantes do Pantanal). Eles utilizavam a pintura definitiva como forma de expressar seus rituais de passagem, e fazer reverências a alguns elementos da natureza. Porém tal prática não foi a responsável por popularizar a tatuagem no Brasil.

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O precursor da tatuagem moderna no Brasil foi o dinamarquês, Knud Harald Lucky Gegersen, conhecido como Mr. Tatoo ou apenas Lucky. O tatuador chegou ao Brasil em 1959. Era pintor e desenhista profissional. Lucky era filho do também tatuador dinamarquês Jens Gregersen, que ficou famoso por tatuar o rei Frederick IX e algumas outras celebridades dinamarquesas.
Lucky é muito admirado entre os tatuadores brasileiros que o associam com a chegada da tatuagem e sua popularização no país. Lucky faleceu no dia 18 de novembro de 1983 e sua filha Erna, que se tornou tatuadora profissional com 20 anos, assumiu o trabalho de pai em Santos.

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Fonte: Texto Info escola /Artfusion  Fotos Google Links: Artfusion

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