Lista das substâncias que jovem não pode tomar tem cinco itens.
Alerta chamou atenção de outros alérgicos, que querem fazer o desenho.

Após reação alérgica a remédios, jovem de MS tatua alerta no braço (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)

Alérgica a algumas substâncias presentes em medicamentos, a estudante Lauanne Araújo, 23 anos, resolveu tatuar no braço esquerdo um alerta com os componentes que podem causar reações adversas. Ela diz que carrega na bolsa uma lista com esses produtos, mas a medida foi tomada para o caso de estar inconsciente, visto que já teve problemas com remédios errados.

De acordo com a jovem, a ideia surgiu depois que um médico recomendou uso de algum informativo sobre os componentes que poderiam trazer problemas a ela. “Fiquei pensando onde eu poderia colocar a lista e encontrei uma menina, na internet, que tinha tatuado que era diabética. Achei sensacional”, diz.

Uma cruz vermelha seguida dos dizeres “Alérgica, não use” indica a lista com as substâncias que podem ser nocivas: dipirona sódica, ainh, ácido acetilsalicílico, pirazolona e melubrina. Depois de decidir o desenho, foi o momento de escolher o local a ser tatuado, o que segundo a estudante, que já tinha outras cinco impressões no corpo, não foi por acaso.

“Eu pensei em vários lugares, pensei em fazer na costela, mas não é visível. O braço é o primeiro lugar que eles pegam para aplicar a medicação”, explicou.

Lauanne disse que as pessoas tiveram reações diferentes ao saber da decisão. “Alguns amigos próximos, que já me viram tendo reação alérgica, acharam sensacional, mas ficaram com receio de ficar feio. Algumas pessoas acharam ridículo, mas com o resultado falaram que é diferente, adoraram”, explicou.

Após reação alérgica a remédios, jovem de MS tatua alerta no braço (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)

Risco

A jovem conta que descobriu aos poucos as alergias. “A dipirona eu descobri na escola, quando uma professora me deu a medicação para dor de cabeça e eu fui parar no hospital”, explica. Outro episódio semelhante, porém mais grave, aconteceu durante a adolescência, com um remédio para cólicas.

“Tomei e [a reação] foi instantânea. Comecei a ficar vermelha, com falta de ar, as mãos e os pés começaram a ficar pretos, cheguei ao hospital sem enxergar quase nada. Tive princípio de parada cardiorrespiratória”, afirma.

Depois dessa situação, a estudante procurou um médico alergista para saber o que poderia ou não tomar. “Foi bem complicado e o que me deixou mais assustada. [O Médico] Deu o alerta de que [o problema] é uma coisa séria”, disse.

Lauanne diz que postou nas redes sociais fotos da tatuagem. Além da repercussão com os comentários de internautas, ela conheceu outras pessoas que passam pelo mesmo problema. “Fui descobrir agora que muitas pessoas têm alergia e muita gente me falou que a ideia era legal e que poderiam fazer também”, conta.

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Fonte:G1