Jovem paulistana de 26 anos participou do João Rock em Ribeirão Preto.
Evento chega à 12ª edição com homenagem a músico morto em março.

Tânia Duvigue Sanches veio de São Paulo para assistir ao show de A Banca e para homenagear Chorão. (Foto: Fernanda Testa/G1)

Foram 313 quilômetros de estrada para relembrar momentos da adolescência e homenagear o ídolo que se foi. É assim que Tânia Duvigue Sanches, de 26 anos, descreve a expectativa poucas horas antes de assistir pela primeira vez ao show de A Banca, banda formada pelos integrantes do Charlie Brown Jr., após a morte de Chorão. Tânia viajou de São Paulo a Ribeirão Preto (SP) neste sábado (8) para participar da 12ª edição do João Rock, considerado um dos maiores festivais do gênero em um único dia no país.
“É a primeira vez que estou no João Rock. Estou aqui só para ver A Banca. Estou achando muito legal as homenagens que o festival está fazendo para ele. O Chorão representou muita coisa na minha vida, fez parte da minha adolescência e juventude. Era minha fonte de inspiração e tenho certeza de que ele inspirava muita gente também”, afirma.

Tânia mostra a tatuagem nas costas que fez para eternizar a memória de Chorão. (Foto: Fernanda Testa/G1)

Não é só nas lembranças de Tânia que o músico continua vivo. A paixão por Chorão fez com que a fã o eternizasse em uma tatuagem nas costas: um símbolo que faz referência ao cantor em cima de um skate. “Para mim, vai ser o melhor show da noite, com certeza. É a oportunidade de relembrar o Chorão no palco. Não tenho dúvidas de que vou me emocionar muito”, diz.
Chorão na arena
Esta também é a primeira vez que os integrantes do Charlie Brown Jr. se apresentam no festival sem Chorão – a banda esteve no João Rock em seis das 12 edições. A presença marcante de Chorão na história do evento motivou os organizadores a preparar um tributo ao músico este ano.
Na arena de esportes radicais montada dentro do evento, o artista plástico ribeirão-pretano João Naccarato prepara um painel com 20 metros quadrados, onde está reproduzido em grafite o rosto de Chorão e um dos versos mais marcantes de suas composições: “Só o que é bom dura tempo o bastante para se tornar inesquecível.”

João Naccarato (foto) produziu painel com ajuda de assistente de arte no festival.  (Foto: Fernanda Testa/G1)

“A ideia foi tentar fazer um painel grande, mas que não levasse tanto tempo para desenvolver a arte, porque o festival tem hora para terminar. Também fizemos um estudo do desenho antes, para utilizar o máximo possível do tempo”, explica.
O artista plástico, que também é músico, disse ter ficado orgulhoso em fazer a arte em memória de Chorão. “A princípio, quando recebi o convite da produção do João Rock, iríamos fazer uma homenagem para a cidade. Aí tivemos a ideia de fazer o painel com o Chorão, que foi um marco no festival. Acho que é um presente legal para os fãs”, afirma.
Além do painel, o músico também foi lembrado em vídeos que mostravam trechos de suas participações nas edições anteriores do festival. As produções foram exibidas nos telões instalados pelo Parque de Exposições.

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Fonte:G1