Muitas pessoas acham que a arte da tatuagem é moderna, mas quem pensa dessa forma está muito enganado. Criada lá por 1800, a tatuagem já era vista em diversas tribos ao redor do mundo as quais usavam a arte na pele como forma de expressão. Já no Egito, o objetivo era outro: A tatuagem encontrada em múmias, como a famosa da sacerdotisa Amunet, tinham significados altamente religiosos.

Amunet
Após alguns anos, esta forma de expressão foi parar na Austrália, onde (ainda) vivem a tribo de aborígenes conhecida como “Maori”. Eles começaram a utilizar a arte na pele como um símbolo do movimento transitório da vida ou até como troféus para batalhas. Suas formas para fazer tal pigmentação no corpo consistiam em dois instrumentos básicos: uma haste, a qual continha dentes de tubarão ou alguma espinha de grandes peixes, e um martelo que era usado para fazer o impacto da haste no corpo. A tinta usada era o nanquim animal extraído da lula ou a fuligem misturada com água.

Ta moko

Porém, com a chegada dessa arte no Japão, a tatuagem se tornou não só mais moderna, como seu significado também foi mudando. Os japoneses começaram a utilizar o bambu como forma de pincel, onde suas pontas eram maceradas dando efeito de várias agulhas, e pigmentos extraídos de sua fauna para realizar o trabalho. A cultura do país, obviamente, também teve influência, pois a tatuagem começou a ser vista como sinônimo de criminalidade e ser tatuado era “pior do que a morte”. Os japoneses não se incomodaram com isso e continuaram se tatuando, até por que, para eles, ter esse tipo de arte na pele se tornou sinônimo de resistência.


Ufa! Não é a toa que o Japão é referência de tatuagem até hoje!

Quando a tatuagem se difundiu e chegou ao ocidente, a imagem da mesma passou de só uma “moda” ou “marginalismo”, para modo de vida e expressão social. Ou seja, sua popularidade só foi aumentando. E quando falamos em aumento da popularidade, estamos falando de um grande cara, chamado Samuel O’reilly, que patenteou uma máquina usada para gravar sobre superfícies duras, chamada de impressora autográfica de Thomas Edison, adaptando-a e criando assim, a máquina de tatuagem usada até hoje. Digo até hoje, pois as máquinas atuais diferem pouquíssimo da feita por Samuel O’reilly.23

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A chegada ao Brasil foi feita em junho de 1959 através de um dinamarquês chamado Knud Harld Likke Gregersen, mais conhecido como “Lucky Tattoo”.

mestre-lucky

Apesar de todo um contexto cultural, a tatuagem foi inventada e reinventada diversas vezes, não possuindo um lugar ou pessoa exata que a criou.

A Art Fusion conta, sempre que possível, com tatuadores renomados para realizar workshops com ensinamentos, teóricos e práticos para que você tatuador possa dar continuidade a história e elevar a arte da tatuagem do seu estúdio para o mundo.

Workshop

Dessa vez o workshop conta com os ensinamentos do tatuador Alexandre Dallier para técnicas avançadas de realismo preto e cinza. Para saber mais informações, basta clicar aqui.